Longos anos me permitiram amealhar retalhos de impressões entre trabalhos, salas de aula, passeios, encontros fortuitos, leituras entre livros, citações que seguiam comentários.
Cadernos de apontamentos que me acompanham nesses últimos anos, os quais fazem parte de uma jornada, a quais, difícil desvincular desse convívio deixado, tão forte foram as imagens, as falas, as vibrações de momentos singulares que se deixaram escrever durante a jornada.
Rascunhos tantos que, ao brotarem do sentir íntimo, tornaram-se amigos confidentes, em horas intermináveis que, ao serem revisitadas, consigo trazem a sensação de que os anos não transcorreram em vão, mas deixaram profundas marcas de passagens dignas de registro, os quais, ainda permanecem vivos e, quiçá, poderão ultrapassar outras tantas jornadas.
Percorro linhas entre anos; remonto datas, acrescento falas, sinto saudade, mas não dói tanto, pois que os registros permanecem vivos, vibrantes a requererem outros apontamentos e os faço.
Fotos me veem ao encontro. Jovens tantos ávidos por empreenderem a jornada que se abre a novas perspectivas
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